Lendo matéria sobre jornalismo literário do Jornal da Universidade (dezembro 2009/UFRGS), encontrei a dica do site revistabrasileiros.com, que se pautaria por essa proposta. Sem querer tecer comentário sobre a Revista, por enquanto, ali localizei o comentário de João Paulo Lorenzon sobre o livro de poesias Signicidade, de Frederico Barbosa. Seu tema: a cidade. Ainda nao o tive nas mãos, mas assim que tiver oportunidade mergulharei nas suas páginas, cujos poemas, pela amostra deixada no site, promete diferenciados olhares para a cidade. O texto na íntegra segue abaixo:
"Enxergar é um luxo e nós nem temos ao menos que pagar por isso." Assim dizia o poeta e pintor inglês William Blake e, de alguma maneira, é este o convite que o livro de poemas SigniCidade oferece ao leitor: um exercício do olhar.
A nova obra do pernambucano Frederico Barbosa, poeta, professor de literatura, amante de Poe e Baudelaire, é uma parceria com o Projeto Dulcinéia Catadora. Louve-se a ideia. Entre outras intenções, o projeto consiste em publicar livros com capas pintadas a mão por artistas e filhos de catadores de papelão e materiais recicláveis. No caso de SigniCidade, nada mais propício. A arte dialoga fortemente com o tema desta antologia.
Os poemas de Frederico Barbosa adentram as cidades e vasculham seu entorno. Lá estão ruas, ruelas, becos, esquinas, túneis, viadutos. Nessa incursão, o olhar do poeta convida para ver a cidade como construção humana, abismo de caminhos escuros e luminosos, paisagem contraditória, reflexo concreto do mundo contemporâneo.
Com sua perspectiva ao mesmo tempo amorosa e crítica, Barbosa aponta a dureza e a aridez da existência perdida nos labirintos das metrópoles e o prazer que existe na multiplicidade de vida dentro desse ícone construído pelo homem.
Centrados em São Paulo, sua cidade de adoção, e em Recife, onde o poeta nasceu, os versos passeiam por lá e cá. Mas não se limitam a essas capitais. Transcedem a elas, revelam uma cidade anterior, inominável. Cidade-signo que emerge às nossas vistas, que nasce a cada dia e é redescoberta em fragmentos de olhares. Cidade-mosaico de vida, de sons e sentidos.
SigniCidade consegue um delicado equilíbrio. A um só tempo, homenageia essa floresta urbana e revela uma observação severa dessa dura paisagem em tempos abismados. Mas o que se sobressai é o desejo de olhar e as reflexões a que esse olhar convida. Como escreveu Marcel Proust no clássico Em Busca do Tempo Perdido: "A verdadeira viagem não está em procurar novas paisagens. Mas em ter novos olhos".
AS CIDADES E SEUS DONOS
2002
"há cidades desconfiadas
impessoais misteriosas
recife são paulo
em que se mora por empréstimo
de aluguel de passagem
sem se sentir dono
como inquilino temporário
mas que ninguém tem
há cidades que por mistério
se entregam por inteiro
salvador rio de janeiro
em que cada morador
é proprietário verdadeiro
em que todo o povo
sente-se e afirma-se dono
em todo gesto no menor jeito"
O que tramam as trilhas da cidade para o observador da esquina? E o que trama o observador da esquina para as trilhas da cidade? Estas são as indagações.
Mnemosyne é a deusa da memória, para os gregos. Da sua união com Zeus nasceram várias musas, entre elas Clio, a deusa da História. Este blog contempla um diálogo entre Clio e Mnemosyne. Memória, Patrimônio, Cidade, Cultura Visual, Fotografia, Educação, Museus são alguns dos temas objeto de discussão e divulgação. Além disso, traz atividades específicas aos estudantes de Educação à Distância da UFRGS.
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
domingo, 13 de dezembro de 2009
Centro Histórico da Santa Casa
Acompanho entusiasmada a criaçao do Centro Histórico da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. As obras estao a todo vapor, a cargo da arquiteta Ceres Storchi e sua equipe. Quem pensa que o CEDOP (arquivo da SC formado pela querida professora Luiza Kliemann e mantido com muita competência por sua coordenadora Rosane Dal Sasso,Vera Barroso e equipe) terá apenas uma sede com todas as condiçoes técnicas exigidas, engana-se. O CHC é muito mais que um arquivo. É um complexo cultural, que compreenderá arquivo, museu, biblioteca, teatro, salas multi-uso, salas para açao educativa e pesquisa, laboratório de conservaçao preventiva, cafeteria e loja. Um empreendimento financiado pela iniciativa privada (diga-se com recurso público através das leis de incentivo do MINC e da LIC). Fico realmente orgulhosa de ver essa ideia nascendo e tomando forma. Uma instituiçao secular como a Santa Casa escolheu a memória como ponto emblemático de sua atuaçao e está presenteando Porto Alegre com mais um espaço cultural de grande qualidade. Os empresários com visao de futuro entenderam isso e estao apoiando a iniciativa, como deveriam fazer todos. No segundo semestre de 2010, a casa estará aberta ao público de forma irrestrita. Por enquanto, açoes pontuais vem ocorrendo, como foram as escavaçoes arqueológicas nas casas da Avenida Independência. Enquanto as obras estao sendo concluídas, pode-se acompanhar pelo site as atividades culturais: http://www.centrohistoricosantacasa.com.br/default.aspx
sábado, 5 de dezembro de 2009
Rede de Museus Comunitários da América
Visitando o site interactions-online (link neste blog) de Hugues de Varine, encontrei notícia sobre a Rede de Museus Comunitários de América, feita por Tereza Morales Lersch ao lado de Cuautemoc Camarena Ocampo, a quem tive a grata alegria de conhecer na Costa Rica e trazer para falar da experiência mexicana de Oaxaca, em Porto Alegre (2000). Abaixo, trancrevo na íntegra o texto que lá está. Quem desejar saber mais, é só visitar os sites indicados neste blog.
Red de Museos Comunitarios de America
¿Qué es museoscomunitarios.org? Museoscomunitarios.org es una herramienta para informar y fortalecer a las comunidades, autoridades, educadores, adultos y jóvenes quienes buscar crear y desarrollar un museo comunitario en América Latina y el Caribe. Nace a finales de 2008 por iniciativa de la Fundación Interamericana de Cultura y Desarrollo (ICDF), que desarrolla una alianza con la Unión de Museos Comunitarios de Oaxaca, México (UMCO) y la Fundación Quipus, Bolivia, para realizar el proyecto. ¿Cuál es su finalidad? El museo comunitario es un instrumento de la acción organizada de comunidades, pueblos originarios y mestizos, que buscan manejar su patrimonio cultural por sí mismos para valorar el pasado y construir su propio futuro. Museoscomunitarios.org busca facilitar el acceso a información que actualmente está dispersa, en cuanto a los métodos de trabajo, alternativas de capacitación, noticias y museos comunitarios existentes. La intención es ofrecer una herramienta práctica y ágil para apoyar las iniciativas de representantes comunitarios, maestros, artesanos, campesinos, mujeres y hombres, adultos y jóvenes de las poblaciones de América Latina y El Caribe. Si el museo de tu comunidad aún no forma parte de este sitio, contáctate con nosotros a estas direcciones: Teléfono: 555 213456 info@museoscomunitarios.org Casilla postal: 132456 Washington D.C. peterm@museoscomunitarios.org terem@museoscomunitarios.org gisellem@museoscomunitarios.org
La Red de Museos Comunitarios de América fue formada en el año 2000, agrupando representantes de base de comunidades y organizaciones de Bolivia, Venezuela, Panamá, Costa Rica, Nicaragua, El Salvador, Guatemala y México. Posteriormente se acercaron participantes de Brasil, Chile, Perú y Canadá. Constituye una red innovadora, que pretende facilitar el intercambio, la solidaridad y acción conjunta de las comunidades de América que comprenden el museo comunitario como un instrumento para resguardar, valorar, dignificar y representar por sí mismos su patrimonio cultural, conservando así “el alma, voz y cultura de los pueblos autóctonos y marginados de las Américas”. La red ha desarrollado un proyecto de organización y capacitación colectiva, el cual ha abarcado cinco encuentros internacionales en México (2000), Guatemala (2002), El Salvador (2003), Nicaragua (2005) y Venezuela (2008); diez talleres de creación de museos comunitarios en nueve países (2001); y tres talleres de formación de facilitadores de museos comunitarios de las Américas en México (2004, 2007, 2009). En un proceso gradual los participantes han ido construyendo un compromiso colectivo y una visión de los propósitos de la red. Durante el último encuentro se generó el siguiente párrafo en el documento de discusión: “La red es una organización democrática y un instrumento facilitador de los pueblos y comunidades del continente americano para intercambiar experiencias, aprender de las diversidades y de diferentes visiones, apoyar las formas de organización propias y autónomas, construir alternativas de crecimiento auto sustentables, ayudar a garantizar que la cultura de los pueblos no desaparezca, y reivindicar nuestros derechos para preservar y valorar nuestra identidad y patrimonio de manera digna”.
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Red de Museos Comunitarios de America
¿Qué es museoscomunitarios.org? Museoscomunitarios.org es una herramienta para informar y fortalecer a las comunidades, autoridades, educadores, adultos y jóvenes quienes buscar crear y desarrollar un museo comunitario en América Latina y el Caribe. Nace a finales de 2008 por iniciativa de la Fundación Interamericana de Cultura y Desarrollo (ICDF), que desarrolla una alianza con la Unión de Museos Comunitarios de Oaxaca, México (UMCO) y la Fundación Quipus, Bolivia, para realizar el proyecto. ¿Cuál es su finalidad? El museo comunitario es un instrumento de la acción organizada de comunidades, pueblos originarios y mestizos, que buscan manejar su patrimonio cultural por sí mismos para valorar el pasado y construir su propio futuro. Museoscomunitarios.org busca facilitar el acceso a información que actualmente está dispersa, en cuanto a los métodos de trabajo, alternativas de capacitación, noticias y museos comunitarios existentes. La intención es ofrecer una herramienta práctica y ágil para apoyar las iniciativas de representantes comunitarios, maestros, artesanos, campesinos, mujeres y hombres, adultos y jóvenes de las poblaciones de América Latina y El Caribe. Si el museo de tu comunidad aún no forma parte de este sitio, contáctate con nosotros a estas direcciones: Teléfono: 555 213456 info@museoscomunitarios.org Casilla postal: 132456 Washington D.C. peterm@museoscomunitarios.org terem@museoscomunitarios.org gisellem@museoscomunitarios.org
La Red de Museos Comunitarios de América fue formada en el año 2000, agrupando representantes de base de comunidades y organizaciones de Bolivia, Venezuela, Panamá, Costa Rica, Nicaragua, El Salvador, Guatemala y México. Posteriormente se acercaron participantes de Brasil, Chile, Perú y Canadá. Constituye una red innovadora, que pretende facilitar el intercambio, la solidaridad y acción conjunta de las comunidades de América que comprenden el museo comunitario como un instrumento para resguardar, valorar, dignificar y representar por sí mismos su patrimonio cultural, conservando así “el alma, voz y cultura de los pueblos autóctonos y marginados de las Américas”. La red ha desarrollado un proyecto de organización y capacitación colectiva, el cual ha abarcado cinco encuentros internacionales en México (2000), Guatemala (2002), El Salvador (2003), Nicaragua (2005) y Venezuela (2008); diez talleres de creación de museos comunitarios en nueve países (2001); y tres talleres de formación de facilitadores de museos comunitarios de las Américas en México (2004, 2007, 2009). En un proceso gradual los participantes han ido construyendo un compromiso colectivo y una visión de los propósitos de la red. Durante el último encuentro se generó el siguiente párrafo en el documento de discusión: “La red es una organización democrática y un instrumento facilitador de los pueblos y comunidades del continente americano para intercambiar experiencias, aprender de las diversidades y de diferentes visiones, apoyar las formas de organización propias y autónomas, construir alternativas de crecimiento auto sustentables, ayudar a garantizar que la cultura de los pueblos no desaparezca, y reivindicar nuestros derechos para preservar y valorar nuestra identidad y patrimonio de manera digna”.
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